Decorre desde a manhã de hoje 30 de Agosto na cidade do Dundo Província da Lunda-Norte o Encontro de Balanço da Produção Diamantífera das empresas mineiras, numa organização do Conselho de Administração da ENDIAMA – E.P.
O encontro tem como objectivos a avaliação do funcionamento, discussão de procedimentos aplicados, troca de experiências entre as várias empresas de produção de diamantes.
O evento conhecerá o seu fecho no dia 01 de Setembro próximo.
Ouça abaixo as intervenções do Presidente do Conselho de Administração da ENDIAMA-E.P. Ganga Júnior e da Governadora provincial da Lunda Norte, Deolinda Ódia Satula Vilarinho.
O director Nacional dos Recursos Minerais, Paulo Tanganha, informou, sexta-feira, em Luanda, durante a apresentação das realizações sobre a produção, comercialização e exportação de diamantes, que as vendas desse produto, durante o primeiro semestre de 2023, fixaram-se em 594, 17 milhões de dólares norte americanos.
O referido valor, que representa menos 37%, se comparado ao período anterior, resulta da comercialização de cerca de 2 milhões e 933 mil quilates de diamantes ao preço médio de 202,61 dólares por quilates.
Durante o primeiro semestre do corrente ano, foram recuperados cerca de 4 milhões e 93 mil quilates de diamantes provenientes, maioritariamente, da actividade de exploração industrial.
Comparativamente ao período homólogo de 2022, apontou que se registou um decréscimo na quantidade de quilates recuperados, de aproximadamente 3,9%.
A Sociedade Mineira do Catoca foi a que mais contribuiu na produção realizada, durante o período em análise, com cerca de 67% da produção total.
Paulo Tanganha pespectiva, com a entrada em funcionamento da mina do Luaxe, localizada na província da Lunda Sul, o cumprimento da meta de produção estabelecida para o ano de 2023, estimada em 12,41 milhões de quilates.
O responsável avançou, por outro lado, que o sector mineiro continua a ser uma das principais áreas estratégicas para o desenvolvimento económico e social de Angola, sendo os recursos minerais explorados e comercializados como uma fonte de receitas para o Estado angolano.
Ouça, abaixo, a intervenção do Director Nacional dos Recursos Minerais, Paulo Tanganha:
O país possui uma reserva de diamantes de cerca de 150 milhões de quilates, dos quais 80% são provenientes dos recursos primários e 20% dos projectos aluvionares, uma quantidade que, segundo indicadores, pode ser comercializada durante 15 a 20 anos.
A informação foi avançada, nesta sexta-feira, em Luanda, pelo director de Operações Mineiras e Gestão de Participações da ENDIAMA-E.P, Miguel Vemba.
O responsável falava durante a apresentação das realizações e Outlook sobre a produção, comercialização e exportação de diamantes, que teve lugar no auditório do edifício sede do ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.
Miguel Vemba referiu ainda que, o subsector dos diamantes beneficiou, no I e II trimestres de 2023, de um investimento na ordem dos 193 milhões de dólares norte americanos, um aumento significativo, comparativamente ao período homólogo do ano passado.
O director de Operações Mineiras e Gestão de Participações da Empresa Nacional de Diamantes de Angola falou igualmente do Luaxe, um projecto mineiro estruturante que prevê aumentar os níveis de produção de diamantes no país, cujo investimento já rondam os 463 milhões de dólares.
Ouça, abaixo, as declarações do responsável da DOMGP da ENDIAMA, Miguel Vemba:
Com 7 medalhas de Ouro, 9 medalhas de prata e 10 medalhas de bronze, Ginastas da Lunda Sul com idades compreendidas entre os 5 e os 20 anos, conquistaram o 3° lugar no Campeonato Nacional da Modalidade Olímpica realizado na Cidadela Desportiva em Luanda de 15 à 21 de Agosto do ano em curso. Hélder Cambolo, Presidente da Associação Provincial de Ginástica da Lunda Sul considera que tal classificação deve-se também ao apoio prestado pela Fundação Brilhante – Face social do subsector diamantífero, com a qual a Associação Provincial tem rubricado um protocolo de cooperação. O responsável fala do trabalho de preparação dos Ginastas, assim como dos próximos desafios dos ginastas da província a nível nacional e internacional.
A Sociedade Mineira do Lulo e a Comissão Sindical dos Trabalhadores assinaram, recentemente, um acordo colectivo de trabalho com a duração de dois anos, onde espelham a vontade das partes em continuar a trabalhar para a melhoria das condições dos trabalhadores afectos à mina, localizada no município de Lucapa, província da Lunda- Norte.
Durante as negociações, o vice-presidente do Conselho de Gerência da Sociedade Mineira do Lulo, Henrique Campos, apelou à suspensão da greve por parte dos trabalhadores, tendo alertado para os prejuízos resultantes da paralisação das actividades na mina.
Henrique Campos referiu ainda que a mina do Lulo possui diamantes com qualidade, mas que os mesmos não são produzidos em grande quantidade, e fez saber que o local onde a mina se encontra a exercer a sua actividade de exploração, não garante a continuidade dos trabalhos por longos anos.
As reclamações dos trabalhadores são maioritariamente ligadas a questões salariais, de acordo com informações divulgadas por alguns meios de comunicação, que dão conta de que a empresa é “muito rica” e tem “muito dinheiro”.
Reagindo a essas informações, Henrique Campos informou que grande parte do dinheiro arrecadado com a venda dos diamantes do Lulo, serve para pagar salários e cobrir outras despesas inerentes à actividade da empresa.
“E diante da situação actual, temos feito um esforço para manter a mina em pleno funcionamento e foi a pensar no bem dos trabalhadores que decidimos fazer uma gestão apertada dos recursos financeiros, a fim de continuarmos a pagar os salários de forma regular e sem atrasos”, disse.
A Empresa Nacional de Diamantes de Angola participou, de 16 a 18 de Agosto, na Cimeira dos Povos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, que decorreu em Luanda, sob o lema “Justiça- Participação Significativa- Inclusão”.
A Cimeira teve como objectivo aumentar a solidariedade e a acção colectiva para uma região justa, pacífica e próspera para todos.
O evento visou reforçar a plataforma popular e a mobilização inclusiva para o fortalecimento de lutas de solidariedade dos povos da SADC, centrada nas pessoas para mais liberdade, menos declínio democrático, pobreza extrema e desigualdade na região da África Austral.
No primeiro dia de trabalho foram abordados temas como a justiça climática, justiça do género e direitos das mulheres, transformação de conflitos e construção de paz e governação de recursos naturais.
A presença da ENDIAMA no evento enquadra-se no âmbito da sua aproximação com a sociedade civil e organizações não-governamentais.
Participaram do encontro representantes de Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Malawi, Moçambique, África do Sul, Namíbia, Zâmbia e Zimbabué.
O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás apresentou, esta quarta-feira, em Porto- Amboím, as potencialidades geológicas, as actividades mineiras e da indústria de petróleo e gás, levadas a cabo na província do Cuanza-Sul.
Durante a apresentação, o presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Recursos Minerais, que falou das concessões e outorga na província do Cuanza Sul, disse que já foram emitidos 20 títulos, nove dos quais para a prospecção e 11 para exploração de diamantes, metais não ferrosos e metais básicos, água medicinais, calcários, gesso, quartzo e outros.
Jacinto Rocha apresentou também o cadastro geral dos alvarás mineiros de prospecção e exploração emitidos, e o mapa das concessões mineiras de prospecção na província do Cuanza-Sul.
Na ocasião, o administrador executivo da ENDIAMA- E.P, Laureano Receado Paulo, apresentou os projectos diamantíferos com grande potencial em kimberlito, e deu a conhecer as áreas propícias à prospecção com projectos aluvionares, recursos significativos e infraestruturas adequadas, atractivas para o investimento.
O encontro foi testemunhado pelo titular dos sectores mineiro e petrolífero, o ministro Diamantino Azevedo.
A Sociedade Mineira de Catoca retomou, este mês, a venda de diamantes, depois de as ter suspenso devido à queda dos preços no mercado internacional, onde o quilate das gemas da companhia caiu 22 por cento, anunciou o presidente do Conselho de Gerência da empresa mineira, Benedito Manuel.
O director geral da quarta maior mina de diamantes a céu aberto, acrescentou que as vendas ocorrem em regime experimental, devido a cautelas estabelecidas para aferir a evolução do mercado.
“Ainda não atingimos as metas financeiras estabelecidas, devido à situação do mercado mundial”, disse, adiantando que, este mês, o reatamento ocorre sobre a produção em “stock”.
Benedito Manuel revelou que há, da parte da Assembleia-Geral de Accionistas, a recomendação da observação de cautela na retomada das vendas.
“Realizamos no dia 1 de Agosto a 71ª Assembleia-Geral que recomendou ponderação na realização de vendas, para que Catoca não seja prejudicada do ponto de vista do histórico do preço do quilate”.
Dada essa evolução, prosseguiu, o Conselho de Gerência considera que a execução das metas definidas para os seis primeiros meses do ano está longe do esperado, sobretudo, diante de projecções que apontavam para a superação do plano semestral, estando em curso uma recuperação para a observação do plano anual.
Os indicadores dos últimos quatro meses já dão essa garantia, disse o presidente do Conselho de Gerência, insistindo que a companhia pretendia, nesta altura, ter resultados que pudessem superar o plano, devido à aproximação do fim do ano, quando a condução da exploração é mais complexa. “Talvez aliviássemos a carga se agora tivéssemos já acima do plano, mas não estamos mal”, afirmou.
A empresa nacional de diamantes de Angola participa na 4° edição da Feira dos Municipios e cidades de Angola, a decorrer de 10 á 13 no estádio nossa senhora do monte, Lubango- Huila.
O evento que tem como objetivo demonstrar e discutir as potencialidades de todos os municípios de Angola, com duas vertentes: Fórum e exposição.
A representação da ENDIAMA è feita em formato conjunto com outras instituições tuteladas pelo MIREMPET. O stand que representa o sector dos Recursos Minerais Petróleo e Gás estão representadas com as empresas: ANRM, IGEO, IRDP e Sonangol.
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, garantiu esta segunda-feira, que projecto mineiro do Luaxe poderá arrancar brevemente com a sua produção de diamantes.
Diamantino Azevedo falava à imprensa no final de mais uma visita efectuada à Sociedade Mineira do Luele, localizada na província da Lunda-Sul.
O ministro afirmou que os trabalhos decorrem dentro do cronograma estabelecido, tendo destacado o empenho dos responsáveis do projecto Luaxe, cuja execução encontra-se na ordem dos 80%, com uma equipa de trabalho composta maioritariamente por jovens angolanos.
“Para breve o projecto terá a sua actividade oficial de produção e passará a ser um contribuinte importante na produção de diamantes em Angola e dará o seu contributo para o crescimento económico do país e para a melhoria da qualidade de vida das populações desta região”, assegurou.
O responsável referiu ainda que a actividade mineira tem pressupostos próprios, começando pela fase de reconhecimento, mas só se pode avançar para a etapa de desenvolvimento quando se chega à conclusão de que existe minério em quantidade, qualidade e condições geológicas para sua exploração.
“Na actividade mineira há que ter paciência, temos que ter em conta o risco elevado nas fases de prospecção, pesquisa e intensidade de capital e todo este processo demora alguns anos”, disse o ministro.
Recorde-se que as actividades de prospecção no Luaxe tiveram início em 2012 e em 2017 iniciaram os trabalhos num volume de 34 milhões de massa mineira, atingindo uma profundidade de 95 metros.