Catoca distinguida pela AGT como referência em boas práticas fiscais

A Sociedade Mineira de Catoca foi distinguida pela Administração Geral Tributária (AGT) como Melhor Contribuinte 2024, numa lista que integra os 390 maiores contribuintes de Angola.

A informação foi partilhada pelo administrador executivo da AGT, Pedro Marques, durante a Expo Catoca 30 anos, que decorre em Luanda.

A empresa destacou-se em três áreas fundamentais: Organização fiscal qualidade da informação cadastral e utilização de ferramentas digitais de comunicação com a AGT; Compliance cumprimento exemplar de declarações periódicas e definitivas de impostos, transparência em importações e exportações e rigor na organização do dossiê fiscal; Colaboração institucional fornecimento atempado de informação relevante sobre operações, alinhamento com iniciativas de transparência administrativa e cooperação activa com a AGT.

Com sede na Lunda-Sul, a Catoca opera a maior mina de diamantes de Angola e uma das maiores do mundo. Para além da sua relevância económica, a empresa investe em projectos sociais, infra-estruturas comunitárias e formação de quadros nacionais, reforçando o seu papel como actor central no desenvolvimento sustentável.

A distinção atribuída pela AGT, no contexto da Expo Catoca 30 anos, confirma o posicionamento da empresa como exemplo de boa governação fiscal, num sector crucial para a diversificação da economia angolana.

ENDIAMA leva “sustentabilidade que brilha” à Expo Catoca

A Empresa Nacional de Diamantes de Angola marca presença na primeira edição da Expo Catoca, com uma exposição voltada às suas diferentes áreas de intervenção, com destaque para a sustentabilidade ambiental e responsabilidade social.

O evento que encerra nesta quinta-feira, 28, surpreendeu positivamente os participantes e assinala as três décadas de actividade da Sociedade Mineira de Catoca. 

O ministro dos  Recursos Minerais, Petróleo e Gá, Diamantino Azevedo, afirmou durante o acto de abertura, que a Expo-Catoca não celebra apenas uma empresa, mas também uma visão de que é possível transformar recursos minerais em progresso, transformar desafios em oportunidades, transformar o trabalho árduo em esperança para milhões de angolanos. 

No final do seu discurso, dirigiu-se igualmente aos colaboradores de Catoca, a quem expressou palavras de reconhecimento profundo.

“Vocês são os verdadeiros artífices deste sucesso. Sem o vosso talento, dedicação e coragem, nada disto seria possível. Vocês são a energia vital desta empresa e razão pela qual ela se mantém forte, resiliente e admirada no mundo inteiro”, disse.

Ministro assegura ambiente que permita o crescimento do sector mineiro

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, reafirmou o compromisso do seu pelouro em assegurar um ambiente regulatório estável, competitivo e sustentável, que permita ao sector mineiro crescer com responsabilidade e gerar riqueza para todos os angolanos.

Ao intervir, nesta terça-feira, em Luanda, na cerimónia de abertura da ExpoCatoca 30 anos, que reúne mais de 60 empresas e envolveu investimentos superiores a mil milhões de kwanzas, o ministro assegurou também o apoio permanente às empresas que, como a Catoca, independente da sua dimensão, demonstram que a boa gestão, a transparência e o compromisso social são os verdadeiros caminhos para a prosperidade.

O governante referiu que as acções de responsabilidade social, no apoio às comunidades, nos domínios da educação, saúde e infraestruturas dizem algo maior e que o valor de Catoca não se mede apenas em quilates, mas sobretudo no impacto positivo que gera na vida das pessoas.

Segundo Diamantino de Azevedo, ao abrir a EXPO, celebra-se a visão de que é possível transformar recursos minerais em progresso, desafios em oportunidades e trabalho árduo em esperança para milhões de angolanos.

Catoca é orgulho nacional. E a prova viva de que a excelência, a inovação e a responsabilidade social podem caminhar juntas. É a demonstração de como a empresa pode ser ao mesmo tempo altamente produtiva e profundamente humana¨, frisou.

O governante considerou que os trinta anos de existência da empresa se confundem com o próprio percurso recente de Angola, sendo três décadas que ela se afirmou como um símbolo nacional e como uma empresa que brilha, não apenas pelo diamante que extrai da terra, mas pela riqueza humana, social e económica que ajuda a construir.

Considerou os painéis temáticos, que marcarão os três dias da Expo, como um convite à reflexão colectiva, à inovação partilhada e à construção de consensos.

Sob o lema. Aqui, onde os diamantes encontram a comunidade, a mostra conta com a participação de 60 expositores e prevê uma visita diária de 500 pessoas.

Durante três dias, vão ser debatidos, entre outros temas, “Marcos e Desafios dos Diamantes de Catoca e Projecção Futura”, “Sustentabilidade e Competitividade no Sector Mineiro Angolano”, “Desempenho de Catoca enquanto contribuinte”, Desafios de Catoca e das Empresas Mineiras perante as Questões Tecnológicas e Energéticas”, “Normas Internacionais e Reforço da Reputação, Oportunidades” e “Desafios da Mineração Subterrânea em Catoca”

A Sociedade Mineira de Catoca Lda. (“Catoca”) é uma empresa angolana de prospecção, exploração, recuperação e comercialização de diamantes.

Aberta Expo Catoca-30 anos

A Expo Catoca-30 anos foi aberta, esta terça-feira, em Luanda, pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, marca o início da celebração histórica de uma das maiores minas diamantífera do país.

O evento que decorre sob o lema aqui, onde os diamantes encontram a comunidade realiza-se de 26 a 28 de Agosto, na Base da Sociedade Mineira de Catoca .

A Expo Catoca integra exposição institucional e tecnológica das principais empresas do sector mineiro, participação de bancos, seguradoras e instituições públicas, painéis temáticos e conferências sobre mineração sustentável, inovação e impacto social, sessões de networking empresarial e apresentações culturais.

Além disso, a Exposição reúne parceiros estratégicos, investidores, representantes do governo e especialistas, num espaço de reflexão sobre o passado, presente e futuro da mineração em Angola e no continente africano.

A Sociedade Mineira de Catoca celebra três décadas de liderança na produção de diamantes, reafirmando o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável, a inovação tecnológica e o progresso social, sendo responsável por uma das jazidas mais valiosas do país.


CEFOPE LANÇA CURSO AVANÇADO EM PLANEAMENTO MINEIRO À EMPRESAS LÍDERES DO SECTOR

O Centro de Formação Técnico Profissional da ENDIAMA-CEFOPE iniciou, recentemente, um Curso de aperfeiçoamento em Planeamento Mineiro, destinado à 10 técnicos de empresas do sector mineiro, entre as quais a ENDIAMA-EP. as Sociedades Mineiras de Somiluana, Xamacanda e Kaixepa.

Com um programa focado no desenvolvimento de competências estratégicas, o curso aborda técnicas modernas e práticas inovadoras de planeamento e gestão mineira, que irá preparar os participantes para responderem de forma eficiente às crescentes exigências do mercado e aos desafios operacionais do sector.

Ao promover esta capacitação, o CEFOPE reafirma o seu papel como referência nacional e regional em formação técnica e profissional, mantendo o compromisso de oferecer cursos especializados e de elevada qualidade, alinhados às necessidades reais da indústria.

A parceria com grandes empresas mineiras reforça a confiança do sector no trabalho desenvolvido pela instituição.

Com esta iniciativa, o CEFOPE não apenas contribui para a formação de profissionais altamente qualificados, mas também fortalece a sua missão de ser um centro de excelência no apoio à modernização e competitividade da indústria mineira angolana.

A formação está a ser ministrada por um conceituado especialista em planeamento mineiro, Hiezus Mateo, brasileiro de nacionalidade, que acumula mais de 15 anos de experiência em empresas de referência mundial, como ATLANTIC NICKEL, AURA MINERALS, MINERAÇÃO VALE VERDE, VALE S.A. e VOTORANTIM CIMENTOS.

De realçar, que a vinda do formador brasileiro se enquadra no Protocolo de Cooperação Técnica celebrado entre o CEFOPE (Angola) e o SENAI Minas Gerais (Brasil), um acordo estratégico que visa a transferência de conhecimento, metodologias e práticas formativas de padrão internacional para o sector mineiro angolano.

Diamantes naturais entram na era da transparência total

O mercado global de diamantes está a passar por uma revolução silenciosa, impulsionada por uma nova exigência dos consumidores: a rastreabilidade. A beleza de um diamante já não é suficiente.

 Agora, a sua história e origem são tão valiosas quanto a sua pureza, marcando o fim da opacidade na indústria.

A era da confiança, outrora uma questão de fé, está a ser substituída por factos, a complexa cadeia de valor que dificultava a comprovação da origem ética de cada gema, é agora incompactível com as expectivas de um mercado que exige sustentabilidade.

Neste cenário de mudança o projecto monex diam, surge como um farol de inovação com objectrivo de garantir a qualidade e a autenticidade dos diamantes naturais, apostado na rastreabilidade individual, permitindo que cada gema seja rastreada desde a mina até ao consumidor final.

Em Angola, a importância da rastreabilidade ganha uma dimensão prática com projectos de escala global como no caso da mina de Catoca, uma das maiores do mundo e a do Luele o maior projecto diamantífero do País.

Taadeen entra oficialmente na Sociedade Mineira do Luele

A Sociedade Mineira do Luele conta agora com um novo accionista, em substituição da Alrosa, mineradora russa que detinha uma percentagem resultante da sua participação no Catoca.

Trata-se da Taadeen, uma empresa ligada ao Fundo Soberano de Omã, que concretizou esta quinta-feira, 22, a sua entrada oficial no capital da referida sociedade mineira, inaugurada em Novembro de 2023, pelo Presidente da República, João Lourenço.

O presidente do conselho de administração do Luele, Rómulo Mucase, disse, na ocasião, que com a assinatura formal da integração da Taadeen, espera-se uma agregação de valores que possam alavancar os programas de investimento e a componente de responsabilidade social.

Luele assume a titularidade da Hidrochicapa

Num outro momento, a Sociedade Mineira do Luele assumiu a titularidade da Hidrochicapa, uma barragem com capacidade de 16 meggawatts, e uma força de trabalho que ronda os 87 funcionários, 80 por cento dos quais são nacionais.

O responsável da mina do Luele fez saber que a energia produzida pela barragem do Chicapa é de fonte limpa, garantiu manter os postos de trabalho e prometeu “tudo fazer” para aumentar a sua capacidade produtiva.

Para este ano, o Luele prevê a recuperação de mais de seis milhões de quilates e uma contribuição considerável na economia nacional.

ENDIAMA investe na agroindústria

O Presidente do Conselho de Administração da ENDIAMA EP, Ganga Júnior, anunciou esta terça-feira a implementação de um projecto agro-industrial no município do Cuilo, província da Lunda-Norte, virado para a produção e transformação industrial de produtos agrícolas daquela região do país.

Em declarações à Angop sobre os projectos em curso e previstos na zona, financiados pela ENDIAMA no âmbito do seu quadro de responsabilidade social, frisou que o projecto vai priorizar a produção e processamento industrial de cereais (arroz, soja, milho e massambala).

Sem revelar os custos do projeto, Ganga Júnior disse que cerca de mil hectares de terra já foram preparados para que as primeiras sementes possam ser plantadas no início da temporada agrícola 2025/26, prevista para outubro deste ano.

Destacou ainda que a instituição, em parceria com o governo local, pretende transformar a província da Lunda-Norte num dos maiores polos agrícolas do país, fornecendo alimentos processados e industrializados ao mercado.

Dada a crescente exigência da população, “estamos a trabalhar para dinamizar o sector agrícola na Lunda-Norte, tendo já estruturado uma unidade técnica para gerir a agricultura industrial e comercial nesta parcela do território nacional”, sublinhou.

O PCA acrescentou que a ENDIAMA também planeia apoiar os agricultores a se tornarem empreendedores no setor.

Segundo Ganga Júnior, o projecto será integrado, envolvendo todos os municípios ao longo da Estrada Nacional 225 (Cuilo, Lóvua, Caungula e Cuango).

Além da produção, a instituição também está empenhada na formação de pessoal, estando em curso a construção do primeiro Instituto Secundário Agrário no município do Lóvua, com 16 salas de aula e financiado pela ENDIAMA.

Perspectivas para a safra agrícola 2025/26 à próxima campanha agrícola 2025/26, as autoridades da Lunda-Norte preveem uma produção de 2.764.479 toneladas de produtos diversos, contra 2.515.858 toneladas na campanha 2023/25.

Para atingir esse objetivo, 350.561 hectares de terra estão sendo preparados para 237.803 famílias camponesas,